Eu e Laylla, sentadas à beira da realidade. Tinha tardes que passavam como dias, tanto nos valores como no sentido do tempo. E outras que passavam como segundos, mas essas em todos os sentidos.
Eram conversas, ou olhares, ou dores, ou paixões, mas eram reais ou pelo menos eu gostava de acreditar que sim e são essas dúvidas que um dia te devoram e apagam o verdadeiro sentido, então eu concordo com Laylla e digo que pra mim, foi tudo real.
Eu temia o dia em que Laylla iria embora, porque Laylla mesmo sendo muito calada também gostava de ensinar-me as coisas, e me ensinou a ter medo do futuro, nunca de um jeito ruim, mas sim de um modo cético. Foi ela também que me mostrou que as incertezas do amanhã eram tão boas, e de que isso sim era necessário temer, mas nunca deixar de aproveitar o incerto, pois deles fazemos o que quisermos, céticos ou não.
Laylla pode sumir um dia, ou pode arrumar um jeito de participar de perto e isso sim é incerto, mas o fato é que nunca me sentiria triste com sua partida, apesar de temê-la hoje. E se me dessem a chance de mudar qualquer imperfeição, eu diria que não. Pois a perfeição nunca vai fazer parte da minha realidade.
E é essa, que no fundo, admiro mais do que Laylla.
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4 comentários:
*-*
post profundo cara *_*
a minha ainda é mais branca.
Realmente.Me tocou lá no fuuundo.o__O
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